• Laura Gris

Se eu escrevo bem, são seus olhos


– ahhhh esses jornalistas… –

Bom, se for para escrever frases engraçadinhas no Facebook, meu texto é péssimo. O mesmo adjetivo se aplica para texto de cartões de Natal, convalescença, agradecimentos e aqueles outros que somos obrigados a enviar em várias ocasiões da vida. Escrevo, leio e tenho vontade de rasgar o infeliz do papelzinho. Crôniquinhas para o blog, essas são passáveis. Alguns amigos leem e acham interessante. O marido sempre acha legal. E, na falta de avaliações mais imparciais, vou ficando com essas mesmo.

Indo para o lado técnico, aquele que realmente dá para avaliar de forma objetiva, meu texto jornalístico beira a perfeição – e a modéstia mandou lembranças! Lead, sublead, intertítulos, desenvolvimento, o pé que pode ser cortado… Lindo! Dê-me um assunto que eu respondo as cinco perguntinhas e dou a enrolada básica para completar o espaço que o editor mandou. O mesmo não dá para falar dos meus títulos, que já estão numa categoria entre péssimo e aceitável. Não lembro deles terem chegado perto do ‘bom’ (ainda há esperança para a modéstia).

Se eu for escrever um livro, talvez morra de fome. Uma coluna diária num jornal, talvez dê o suficiente para uma refeição diária.

Essa é a minha avaliação.

Mas, quanto livro porcaria rende milhões? Quanta coluna ou blog mal escrito estão cheios de leitores?

No fim, quem pode dizer como é o meu texto nunca vai ser eu mesma e sim quem estiver lendo, como você (hei… peraí… será que tem alguém lendo, além do marido?) Mesmo um texto jornalisticamente bem escrito (aquele meu, que beira a perfeição, lembra?) pode ser sobre um assunto desinteressante para alguém, o que não o vai tornar assim, tão perfeito. Então, se eu escrever um livro, ele pode ser um sucesso de vendas. E, só talvez, eu possa ter que começar a pensar nisso agora. 😉

Ahhh, a relatividade, a boa e velha relatividade…


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