• Laura Gris

As histórias secretas do metrô de Paris

Do Conexão Paris


A dica veio do André Mazeron, passou pela Patricia Venturini e chegou até o Conexão Paris.  Eu conhecia as informações contadas por um amigo engenheiro da RATP em jantares de verão na Córsega. Mas nunca tinha visto as fotos.


Durante a segunda guerra mundial as estações de metro Arsenal, Champs de Mars, Croix Rouge e Saint Martin foram fechadas. Após a guerra, a RATP as manteve fechadas porque elas estavam  próximas demais de outras estações (a distância média entre as estações é de 500 metros).


As estações Haxo e Molitor nunca entraram em funcionamento e não estão ligadas à rede parisiense.  Elas existem inacabadas e servem, assim como as citadas acima, de refúgio para uma população que vive dentro do metro parisiense (vocês se lembram do filme Subway de Luc Besson com Christophe Lambert?)


O acesso à estas estações abandonadas é feita pelos túneis por onde circulam os metros. Aventura perigosa e totalmente proibida porque um dos trilhos, o mais alto, possue uma carga elétrica de 500 volts.  Apesar  da presença de guardas acompanhados por cachorros, grupos de jovens e de miseráveis sem domicílio conseguem escapar da vigilância e, à noite, percorrem os túneis para dormirem nos velhos vagões abandonados.


De acordo com meu amigo, o pior horário para os condutores do metro é o primeiro horário da manhã. Esta primeira viagem do dia deve ser em rítmo mais lento, um cuidado especial para tentar evitar os mendigos ou jovens que porventura, após consumo de álcool ou drogas, acabam sobre os trilhos.

Para verem todas as fotos e um longo depoimento sobre as estações abandonadas cliquem aqui.

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